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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Introdução (antes de tudo, mas não do Big Bang)

Introdução

Eu nasci. E sempre pensei que tinha nascido para ser mãe.  Mas por outro lado a partir de um certo momento da minha vida, sempre pensei que não podia sê-lo. Por muitos motivos que tivesse, baseadas na verdadeira razão, e não no coração, acreditava que o universo não me podia presentear com algo que eu queria muito, pois assim estava a ser bom demais para mim e eu nem nunca tive muita sorte…
Então no dia em que soube da minha gravidez, depois de 6 meses de casada , eu tive que esfregar os olhos várias  vezes para ver o teste. E foi o dia mais feliz da minha vida, até ele ter nascido.
O caminho que tracei foi registado, porque o que estava a viver ninguém me tinha informado que iria ser assim. Achei necessário avisar o mundo! Ninguém me havia dito que era silencioso, que não se sentia nada , que o primeiro “chuto” seriam bolhinhas, nem que o Sofá foi feito para as grávidas nos últimos dias, e que estes seriam insuportáveis de passar.
As crónicas, diário ou semanário  de uma gravidez desejada , que nada fazia prever o seu desfecho: Depressão Pós- Parto.
É neste ponto que quero fazer-me explicar, que nada e ninguém pode causar este “estado de espírito”, muito menos prevenir. Eu fui a grávida mais feliz, e não havia nada que me dissesse que eu iria ser a mãe mais infeliz durante os primeiros tempos.
Vou escrevendo no balanço dos dias alegres, do meu bom humor, e dos dias mais sérios onde eu teço palavras decididas e sem qualquer tom de felicidade. Esta junção de contentamento, com tom irónico à mistura faz tudo parte do mundo grávido. Onde as sensações são puras e a irritabilidade está à flor da pele. Tanto me rio, como choro.
As crónicas da Gravidez são contadas no momento “Antes” da virada da minha vida. Qualquer aspecto da minha personalidade, se ainda não tinha mudado, estava a mudar lentamente.
As crónicas de uma vida nova são contadas depois de tudo mudar da minha vida, até a minha personalidade.
Se era para me desprender de alguma coisa ou alguém, foi a gravidez que me concedeu o desapego. 
Conseguirão as pessoas entender também quanto a minha vida mudou , e todo o sentimento de depressão que vivi? Conseguirão todas, ter tanta vontade de escrever assim como eu tive para se lembrar de cada pensamento na melhor fase da vida de uma mulher?
As minhas aventuras como mãe não terminam, e cada dia é uma descoberta. As crónicas sim terminam com uma homenagem feita à minha avó Carlota . Ela parte do nosso mundo, tendo o meu filho 6 meses e eu termino este ciclo de crónicas da forma como preparei os meus registos: Tudo tem um princípio, um meio, e um fim.

 Mas isto…isto é contado ao tempo – luz do meu pensamento enquanto vivia as emoções, e é assim que começo…

Nasceu o Blog

Este Blog veio da vontade de escrever sobre a minha experiência com a maternidade.

Desde que soube que estava grávida coloquei mãos à obra, ou mãos à escrita e comecei a relatar todas as emoções que ia tendo. As minhas crónicas da Gravidez e Crónicas de uma vida Nova ( a experiência de ser mãe) são o que de mais genuíno pude escrever, tendo em conta o bolo de sentimentos novos e misturados que tenho vivido.
Com este blog, quero continuar e modo de mãe de menino de quase 2 anos.